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  • O TEMPO FÍSICO / Idalina Azevedo da Silva  
  • Código: 978-85-366-0856-3
  • Scortecci Editora - Ficção - 14 x 21 cm - 2007 - 304 páginas

  • R$25,00
  • Em uma degustação rápida de leitura do livro O Tempo Físico da autora Idalina Azevedo da Silva, o leitor se vê envolvido com o curso e o percurso de Maria, sua infância e adolescência, sua fase adulta e, finalmente, a experienciação mais palpável de que é uma peregrina no tempo, pelo advento da morte de muitos daqueles que constituíram seu mundo. Se ficasse aí não haveria muita novidade, pelo contrario, isso se torna o previsível para cada um de nós. Porém, aí não passamos ainda do tempo cronológico. Mas há outros. E estes estão nos interstícios da sua obra, convidando e provocando os leitores mais exigentes, que queiram um alimento mais substancial. Quem era Lili? Quem era Maria ou Camilinha? Personagens no trem do tempo. Tipos e vozes confundidas representando todos o tempo todo. Porque a vida é isso no entender de Marija, que também é Maria, Miriam, Mira e Mara, Marla ou Mariinha. Como andou por muitos lugares, recebeu sempre uma variante para seu nome. Até hoje, quando escreve algum cartão postal tem de pensar como assinar as lembranças. Malu a chamava de Inha, Hermano de lá, Tio Diógenes de Maia e a mãe, quando estava zangada, declarava o nome inteiro das filhas: – Felícia e Rosa Maria, apaguem a luz do quarto! Na Alemanha a chamavam de Mariia, com um i longo reforçado. Afinal todos eram o mesmo nome e nomeavam a mesma pessoa. Esse lá e aqui. Essa chama que nos entes vive e confunde. O amor derramando como a calda de açúcar em ponto de fio. Daí a confusão entre os personagens. Marija é tanta gente e Clara, a promessa da amizade, da companhia solitária. Clara também são tantas lembranças, e Carlos? Ecos de vivências se misturam propositalmente, pois possuem a mesma essência, vêm do mesmo lugar. O que importa é a memória, já que o essencial é invisível aos olhos, como diz o Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry. Dentro da memória estão as veredas do destino, são as próprias. Por isso são necessários tantos ritos para conservá-la. Mnemosine já era para os antigos gregos a mãe de todas as musas. E mãe é isso, caber tudo dentro. Quando Dona Fada, Tia Heleonora e Dona Divina ainda insistem nas suas novenas, nas festas de Santo Antônio e Cosme Damião, este é o jeito delas de estender os acontecimentos que emanam da fonte de tudo. Redoação. – E o Fabrício que seria o marido da Clara? Fátima sorri silenciosa, quando lhe perguntamos. Ainda continua  um mistério as mensagens dos anjos no Beco dos Avisos.

    Idalina Azevedo da SIlva é vencedora do Prêmio Machado de Assis 2007 - Fundação Biblioteca Nacional na categoria Romance.

* As fotos dos produtos são ilustrativas e não correspondem ao seu tamanho real.
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