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  • O OBSERVADOR DO MUNDO FINITO / Túlio Henrique Pereira  
  • Código: 978-85-366-0966-9
  • Scortecci Editora - Poesia - 14 x 21 cm - 2008 - 92 páginas

  • R$20,00
  • A leitura de O observador do mundo finito deixa aquela sensação de engasgo. Somente depois de ter chegado ao fim de seus versos é que nossa respiração retoma o fôlego, um respirar remarcado pela ansiedade, angústia, talvez a dúvida nas horas do instante de uma vida. Múltiplas percepções, enfim. Sentimentos e atitudes se entrelaçam nessa escrita, o que faz com que questionemos: quem fala nesses poemas? Ora, a resposta poderia ser: Túlio Henrique Pereira. Mas reducionista, se considerarmos essa escrita de si como uma obra ensimesmada. Nesse livro encontraremos um conjunto de poemas, à primeira vista, irregular. Sintamos, então, como Túlio Henrique, não o sol que aquece, mas o que queima a pele. E daí, usando um percurso raciocinado, identificaremos um fio regular que vai escorregando por todas as páginas. As imagens que saem de seus poemas vão construindo um filme que nos coloca como ator principal de cada poema, as velhas pequenas histórias que nos lançam ao passado de uma tia, ao nosso cabelo, àquele toque que nos virou no avesso, à revolução interna das feridas, ao grito de independência incessante e diminutamente inalcansável. De tanto pular fronteiras, na dispersão de espaços outros, o livro começa quando termina. Ora, ao invés de entrarmos em contato com o infinito, aquela viagem sem fim dos poemas, uma volta ao mundo espontaneamente dividido em palavras, a linguagem perdida dos anjos, um estilo arrojado de temática marcante, encontramos o comum. Uma pequena história poética de dias ordinários. Isso sim assusta e surpreende. Essa regularidade de mostrar o que estamos sendo no mundo desdobra-se nos sulcos que falam de nossa finitude, sem ser julgada, que não se quer transformada ou capitulada. Um livro de poemas que fala da poeira, das cinzas, do velho e que, por isso, ao falar do que tem fim, mostra a impaciência de viver e faz surgir o novo, recriando os já tão repetidos ditos em tantas vidas e obras. Dobras do futuro próximo.

* As fotos dos produtos são ilustrativas e não correspondem ao seu tamanho real.
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