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  • PAXÁ, O APOSENTADO ATIVO / Akio Kimura  
  • Código: 978-85-366-4904-7
  • Scortecci Editora - Ficção - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2017 - 200 páginas

  • R$28,00
  • A estória se passa de 2005 a 2016, com idas e vindas entre o passado e o presente. Após anos de trabalho, já com aposentadoria vencida, o personagem Paulo Alexandre Lobato decide sair da empresa de vez. Ele se sentia à beira de um colapso nervoso diante dos problemas que surgiam continuadamente. Isso devido ao seu envolvimento ilícito e da empresa em pagamentos de propinas junto às obras do governo. Na realidade, havia uma coisa mais importante do que sua própria aposentadoria: resgatar o passado, além de rever seus amigos de infância — e, principalmente, ouvir novamente o seu apelido, que ele tanto amava: Paxá! Explica-se: o seu falecido pai o chamava de “Pá” e sua irmã, de “Xan”. Um dia, seu pai padronizou o apelido para “Paxá”, e só a mãe continuou a chamá-lo de “Paulinho”. Fora isso, ele desejava continuar trabalhando, mas em outro ramo e numa empresa menor, de preferência, no bairro onde ele havia morado. O plano de reencontrar os seus amigos era imprescindível. Então, passou a prestar serviço para uma imobiliária de médio porte. Na sua mais nova função de gerente de contas a pagar e a receber, o dono, seu Vitinho, além de ter-lhe dado o poder de assinar papéis por procuração, deu-lhe a liberdade de sair livremente na rua, quando necessário, de executar a função de motoboy, pagando as contas nos bancos. E foi aí que ele passou a observar certos contratempos em filas bancárias. Na época, a fila era única; depois de algum tempo, surgiu fila para gestantes, idosos e deficientes. No decorrer dos anos, Lobato observou alguns casos de agressão verbal, reclamações e discussões fúteis em filas. Em uma delas, surpreendentemente se envolveu sem querer, num assunto que ele sempre desaprovava. Além dessas hilárias participações em filas, ele tinha um sonho guardado: conhecer o mundo com a sua motocicleta Dekta 500. Ele também fazia parte de um clube de motociclistas chamado Vara de Pescar, que ia muito além dos passeios: os membros ensinavam pessoas de comunidades carentes, o ofício de pintor de paredes, pedreiro, carpinteiro e até de tatuador — especialidade do nosso personagem. Mas esse desejo de conhecer o mundo na fase idosa era contestado pela sua esposa, que, declaradamente, odiava motocicleta, talvez pelo temor ao perigo real e imediato. Lobato decidiu não realizar esse desejo por amor ela. Mas, um dia, uma tragédia o envolveu: o falecimento de sua mulher, logo após a sua decisão de viajar com moto. Ela também, como ele próprio, tinha muitos sonhos a realizar, um deles, o de montar um restaurante. Era outro sonho que havia se acabado entre tantos não realizados. Viúvo, ele continuava a sua rotina, até que, um dia, um de seus amigos de infância, Lui, o envolveu numa nova confusão na fila do banco, onde o seu destino havia começado a selar...

* As fotos dos produtos são ilustrativas e não correspondem ao seu tamanho real.
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