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  • CRÔNICAS TARDIAS - O CHEIRO DAS LARANJEIRAS / Gabriel T. Fernandes  
  • Código: 978-85-366-1868-5
  • Scortecci Editora - Crônicas - 14 x 21 cm - 1ª edição - 2010 - 152 páginas

  • R$27,50
  • Demorou para que nós, leitores, pudéssemos ver reunidos num volume os escritos produzidos nos últimos anos por Gabriel Fernandes, que ele reservava para si próprio ou para o desfrute de poucas pessoas mais próximas. Aliás, este é o único sentido aceitável para a palavra “Tardias” que compõe o título do livro que está em suas mãos. Suas crônicas não são exatamente o produto esperado de um economista que, na carreira profissional, acompanhou os altos e baixos diários do mercado financeiro do país desde os tempos em que a inflação era um problema inimaginável para os jovens de hoje. Elas nos trazem, isto sim, as reflexões de um homem maduro que encarnou em sua vida os múltiplos personagens de filho, irmão, sobrinho, neto, marido, cunhado, genro, pai,... e, já no século XXI, o papel supremo de avô. É esse Gabriel atento a suas relações com outras pessoas e com a natureza que emerge de suas narrativas. Basta iniciar a leitura para perceber um autor sensível e profundo, capaz de extrair das cenas cotidianas ensinamentos de uma vida inteira. E, para nossa sorte, o vemos também como um escritor talentoso, dono de uma prosa fluente e um rico vocabulário, que remete às leituras acumuladas desde a infância. Pessoas, bichos, coisas, cheiros, cores, sons. Tudo neste livro tem uma palavra certa, um adjetivo inspirado, uma descrição surpreendente. Sua matéria-prima é a realidade. Gabriel nos transporta, a seu modo, para tempos, lugares e situações que ele viu, viveu e sentiu – e sabe contar como poucos. “A manhã convida para um sorriso”, conforme ele escreve, poderia ser o lema de sua obra. Laranjeiras, que também faz parte do título, não é aquela espécie vegetal frutífera que você conhece. Como o leitor verá, trata-se do bairro carioca onde o filho de Gabriel foi morar – e onde nasceram seus dois netos. Impossível não se comover com a descrição da neta mostrando a linda praia... a uma folhinha de árvore catada no chão ou com a observação de sua filha aprendendo a dar um nó de sapato. Utilizando cenas como essas, Gabriel compartilha com o público seus momentos de alegria e tristeza, ternura e indignação. Sua esposa, seus filhos e seus netos são felizardos pelo registro permanente desses depoimentos. E nós também, aguardando ansiosamente pelos próximos volumes.
    Kei Marcos Tanaami - (Jornalista paulistano, casado com uma baiana e pai de três filhos)

    "O Encontro"

    Fiquei imaginando a sua cara e a de minha tia que, em sua inabalável tranquilidade, se viu ameaçada por um pedaço de tronco de árvore deitado na estrada que, se pondo em pé, resolveu apresentar suas presas. Outra que adorei – me senti no sítio – foi a sobre a "Paternidade". Que suave e lindo! Em pleno horário de trabalho, no escritório, sob a ação do ar-condicionado, pude até sentir uma leve brisa e o aroma do campo.
    A. T. Benetti

    “Avonidade”

    Em seu texto, você diz que conteve suas lágrimas. Eu, que não tenho netos, não consegui. Poderia dizer muitas palavras parabenizando-o pela forma como a sua crônica carrega seus sentimentos, mas não escrevo tão bonito assim. Gostaria de, na próxima, se assim Deus me conceder, merecer um avô como você.
    R. Kasazima

    “Estou com Desconfio”

    Muito boa, mesmo! Começa sem qualquer pretensão, light e engraçada. Até achei que você, realmente, tinha se acaipirado, quando abruptamente o seu texto nos atira no mundo cruel. Zut!
    C. G. Agostini Jr.

* As fotos dos produtos são ilustrativas e não correspondem ao seu tamanho real.
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